quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Botafogo F.R

CLUBE DE REGATAS BOTAFOGO

A  HISTÓRIA



Pavilhão de Regatas 
No dia 1º de julho de 1894, nascia na praia de Botafogo o CLUB DE REGATAS BOTAFOGO. O clube ganhou esse nome em homenagem à enseada do bairro onde competiam os seus barcos. A sede era em um casarão, demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a Avenida Pasteur. Em 1889, surgiu uma lenda nas águas da Baía de Guanabara, a embarcação botafoguense Diva, que venceu todas as 22 regatas que disputou, sagrando-se campeã carioca.
O Club de Regatas Botafogo foi o primeiro clube carioca campeão brasileiro de alguma modalidade esportiva: de remo, em campeonato realizado no Rio de Janeiro em outubro de 1902, com a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.
Os fundadores do Club de Regatas Botafogo: Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, João Teixeira, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luís Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo.
BOTAFOGO FOOTBALL CLUB



Jogadores e FundadoresJogadores e fundadores, em 1904.
No ano de 1904, surgia no bairro de Botafogo um novo clube de futebol, o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A associação nasceu de uma conversa entre dois amigos durante uma aula. Flávio Ramos e Emmanuel Sodré estudavam no colégio Alfredo Gomes e, durante uma aula de álgebra, nascia a primeira ideia de fundar um clube, através de um bilhete passado por Flávio a Emmanuel, que dizia: "O Ithamar tem um clube de football na Rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques". E assim tudo começou.
Esse bilhete foi interceptado pelo professor de matemática, general Júlio Noronha, que advertiu não ser aquele o momento mais apropriado para conversas daquele tipo, ressaltando, porém, que apoiava qualquer ideia relativa à prática de esportes. Estava dado então o primeiro passo para o nascimento do Glorioso".
Naquela mesma noite, Flávio Ramos conversou com Octávio Werneck, na Rua Voluntários da Pátria, e o convidou para criarem o novo clube. Finalmente, na tarde de 12 de agosto de 1904, o clube seria formado por um grupo de colegiais com idades entre 14 e 15 anos, no chalé de um velho casarão em ruínas da Rua Conselheiro Gonzaga, esquina da Rua Humaitá com Largo dos Leões, gentilmente cedido aos garotos por Dona Chiquitota, avó materna de Flávio, grande amiga e verdadeira mãe do clube que estava nascendo."
Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, reuniram-se com os outros amigos em um casarão no Largo dos Leões para fundar o Electro Club. Esse foi o primeiro nome dado ao Botafogo, pois os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto clube com esse nome, que resolveram então adotar. Mas o Electro Club só durou até o dia 18 de setembro, quando foi feita outra reunião na casa da avó de Flávio, Dona Chiquitota, que se assustou ao saber o nome do clube e então argumentou: "Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo", aconselhou Dona Chiquitota. E assim foi feito. O clube então passou a se chamar Botafogo Football Club.
O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 x 0. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos. Em 1906, o time participou do primeiro Campeonato Carioca. No ano seguinte, terminou empatado com o Fluminense, sagrando-se campeão, em título reconhecido apenas em 1996.
O primeiro Campeonato Carioca conquistado e comemorado imediatamente após o apito final foi em 1910. Com uma campanha irrepreensível, marcada por sete goleadas, o clube não apenas foi campeão como ganhou o apelido de Glorioso. Dois anos mais tarde, novo título carioca.
Na década de 30, outra época gloriosa. O time conquistou o tetracampeonato carioca, de 1932 a 1935, feito inédito no Rio de Janeiro. Assim nascia o Botafogo Football Club, que depois de trinta e oito anos de existência uniu-se ao outro Botafogo, o de Regatas, dando início ao Botafogo de futebol e Regatas.
Fundadores: Álvaro Werneck, Arthur Cesar de Andrade, Augusto Paranhos Fontenele, Basílio Viana Junior, Carlos Bastos Neto, Emanuel de Almeida Sodré, Eurico Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raimundo Ferreira da Silva, Lourival Costa, Octávio Werneck, Vicente Licínio Cardoso.
Primeira sede do clube.
BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS
Carvalho Leite, em campo.

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942, como resultado da fusão de dois clubes com o mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e se uniram depois de um triste fato.
No dia 11 de junho de 1942, os dois clubes disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Estadual e o jogador Albano, do Botafogo F.C., durante o intervalo, caiu em quadra, vítima de um ataque fulminante. A partida foi interrompida a dez minutos do final, quando o placar marcava CRB 21x 23 BFC. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, o então presidente do C.R.Botafogo, Augusto Frederico Schimidt, disse: "Comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido os nossos jogadores não isputarão mais". O então presidente do Botafogo Football Club, Eduardo Góis Trindade, respondeu: "Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor, o Botafogo!" Schimidt então selou a fusão: "O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?".
Com a fusão foram feitas apenas três alterações: a bandeira perdeu o escudo das letras entrelaçadas do BFC e ganhou a estrela solitária do Clube de Regatas Botafogo; a equipe passou a usar calções pretos e a bandeira ganhou um retângulo preto, com uma estrela branca ao alto. Nos anos 30, durante a cisão entre amadores e profissionais, o Botafogo conquistou o único tetra do Campeonato Carioca, representado por quatro estrelas acima do escudo na camisa. Atualmente, porém, o Botafogo não utiliza mais essas estrelas complementares, deixando apenas a do escudo e fazendo valer o apelido de Estrela Solitária.
O primeiro título veio seis anos depois, em 1948, com Carlito Rocha como dirigente e o cachorro Biriba como mascote, derrotando em General Severiano o lendário Expresso da Vitória, do Vasco da Gama. Os anos que se seguiram foram marcados por vitórias e ídolos. Em 1957, o título carioca foi conquistado com uma histórica goleada por 6 a 2 sobre o Fluminense. O time alvinegro reuniu craques como Garrincha, Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Amarildo, Paulo Valentim e Zagallo, conquistando três Campeonatos Estaduais, três Rio-São Paulo e servindo de base para a Seleção Brasileira que conquistou as Copas do Mundo em 1958 e 1962. Outro time glorioso foi o de 1967-1968, que conquistou o bicampeonato carioca e a Taça Brasil.
A volta dos títulos começou em 21 de junho de 1989, na histórica vitória de 1 x 0 sobre o Flamengo, quebrando o jejum de 20 anos com uma campanha invicta. No ano seguinte veio o bi, em 1993 a Copa Conmebol e, em 1995, o Campeonato Brasileiro, comandado por Túlio, Gonçalves e Donizete, entre outros. No mesmo ano, o clube voltou para a antiga sede, onde a torcida comemorou a Taça Guanabara (com 100% de aproveitamento) e o Campeonato Estadual de 1997. Para completar a década, o tetracampeonato do Rio-São Paulo em 1998.
Como nada é fácil para o Botafogo, o clube voltou a passar por dificuldades. A maior delas foi a queda para a Segunda Divisão em 2002. No ano seguinte, entretanto, abraçado por sua torcida, o time garantiu o acesso. Em reconstrução, o Botafogo conquistou o Carioca em 2006 e chegou a três finais consecutivas nos anos seguintes. Paralelamente a isso, em 2007 ganhou a licitação para administrar o Estádio Olímpico João Havelange durante 20 anos. Em 2010, o Botafogo ganhou o Campeonato Carioca de forma histórica, arrancando de uma goleada por 6 a 0 para o Vasco para a conquista das Taças Guanabara e Rio e do Estadual, sem necessidade de final. No jogo decisivo, uma vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, com cavadinha de Loco Abreu e Jefferson defendendo pênalti de Adriano.

PRIMEIRA DÉCADA


O primeiro jogo do Botafogo Football Club foi no dia 2 de outubro de 1904, um amistoso contra o Football and Athletic Club, no campo do último, que ficava na Rua Haddock Lobo, na Tijuca. O Botafogo perdeu por 3 a 0 com este time: Flávio Ramos, Victor Faria e João Leal; Basílio Vianna, Octávio Werneck e Adhemaro De Lamare; Norman Hime, Ithamar Tavares, Álvaro Soares, Ricardo Rêgo e Carlos Bittencourt.
A primeira vitória só viria no dia 21 de maio de 1905, num amistoso contra o Petropolitano, no campo da rua Voluntários da Pátria: Botafogo 1 a 0, gol de Flávio Ramos. A segunda viria sobre o Colégio Militar. Em seguida, veio a revanche sobre o Athletic: 2 a 1, no dia 4 de junho.
Em 1906, finalmente, ocorreu a disputa do primeiro Campeonato Carioca de Futebol, organizado pela Liga Metropolitana, fundada em 21 de maio de 1905 pelos seguintes clubes: América, Athletic, Bangu, Botafogo, Fluminense e Petropolitano. O campeonato era para os primeiros e os segundos quadros, de aspirantes, que faziam as preliminares dos jogos. O Botafogo tornou-se o primeiro clube carioca a conquistar um título. O Glorioso foi campeão dos segundos quadros, competição disputada antes do torneio de primeiros quadros, vencido pelo Fluminense. Mas a conquista dos primeiros quadros não demorou, vindo em 1907 e de forma polêmica: o título foi dividido com o Fluminense, o maior rival da época. O clássico entre os dois times, anos depois, ganhou da imprensa o título de Clássico Vovô, o mais antigo do futebol brasileiro.
Mas o título mais importante da primeira década foi o de 1910, quando o Botafogo ficou conhecido como o Glorioso, adjetivo que viria a consagrá-lo e que foi recebido após a goleada de 6 a 1 sobre o Fluminense. Depois de ganhar o terceiro título em 1912 pela nova liga que fundou, AMEA (por ter brigado com o América em 1911 e abandonado a Liga Carioca), o Botafogo entrou em um longo período sem ganhar títulos estaduais (18 anos). Em compensação, ganhou torneios e jogos amistosos contra equipes de outros Estados e de outros países, principalmente da Europa, inclusive Seleções.
E aumentou seu patrimônio, saindo do Largo dos Leões, no Humaitá, para a Rua General Severiano, onde construiu sua sede e seu estádio de futebol. A sede monumental, o Palacete da Avenida Venceslau Brás (atualmente tombado e que preserva sua construção original), foi inaugurada com um grande baile em 1928. O estádio propriamente dito, com capacidade para 25 mil pessoas, foi inaugurado dez anos mais tarde, em 28 de agosto de 1938, quando o Botafogo venceu o Fluminense por 3 a 2. Antes, em 1 de outubro de 1930, a iluminação do campinho de General Severiano, cuja capacidade era para 8 mil pessoas, foi comemorada com o jogo entre o Botafogo e o Atlético Mineiro, vencido pelo alvinegro carioca por 6 a 3. O longo jejum de títulos só foi interrompido com a conquista do Campeonato Carioca de 1930.

DÉCADAS GLORIOSAS: ANOS 1930 E 1940

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Time Botafogo 1930.

Ao contrário dos anos 20 do século passado, as décadas de 30 e 40 foram de muitas conquistas para o Glorioso. Veio o tetracampeonato, único entre os clubes do Rio de Janeiro: 1932, 1933, 1934 e 1935. O Botafogo tornou-se a base da Seleção Brasileira, nas Copas de 1930, 1934 e 1938, revelando para o mundo craques e mais craques. O clube contratava os que surgiam em outros clubes do Rio, do restante do país e do futebol argentino e uruguaio. Entre esses talentos, destaca-se o famoso Leônidas da Silva, o Diamante Negro, que inventou o gol de bicicleta, em um jogo da Seleção contra a Itália, na Copa de 1938. General Severiano virou um celeiro de cobras, como Martim Silveira, Canalli, Paulinho Tovar, Carvalho Leite, Nilo Murtinho Braga, Patesko, Pirica, Átila e Heleno de Freitas.
Em 1936, o Botafogo, cuja fama já atravessara o continente, fez sua primeira excursão internacional: foram nove jogos no México e nos Estados Unidos, com seis vitórias, duas derrotas e um empate. Embora tenha conquistado apenas um título carioca nos anos 1940, o de 1948, 13 anos após o tetra de 1935, essa década foi muito rica para a história do Glorioso. Além de acumular vitórias internacionais, o clube montou grandes times, recheados de craques e ídolos, como Heleno de Freitas, Nílton Santos, Geninho, Gerson Santos, Ávila, Juvenal, Oscar Basso, Paraguaio, Pirilo, Oswaldo Baliza, Rubinho e Octávio.
A incrível mascote do Campeonato Carioca de 1948 foi o cachorro Biriba, um vira-lata branco com uma mancha preta, que entrava em campo com o time nos jogos e que se tornou uma lenda mundial. A fama da mascote chegou ao ponto de o Botafogo ter suas cotas em dólares, nas excursões ao exterior, aumentadas graças a uma cláusula que exigia a presença de Biriba.
Antes do jogo final do Campeonato Estadual de 1948, contra o Vasco, em General Severiano, Biriba ficou concentrado num hotel, vigiado 24 horas por seu cão de guarda, Macaé. O filé-mignon de Biriba era experimentado por Macaé antes de a mascote comê-lo. Essa medida foi tomada pelo lendário presidente Carlito Rocha, pois os vascaínos ameaçavam envenenar o cachorro para "desfalcar" a equipe na grande decisão. Com Biriba em campo, o Botafogo venceu por 3 a 1 e ficou com o título, depois de uma série de campeonatos perdidos para o mesmo Vasco, que possuía um timaço na época e era conhecido como Expresso da Vitória.

ANOS 1950: SURGEM GARRINCHA E O MARACANÃ


A inauguração do Estádio Mário Filho, o Maracanã, construído para a Copa de 1950, aconteceu em 16 de junho daquele ano, com uma partida entre as seleções carioca e paulista. O primeiro gol no templo do futebol mundial foi marcado por uma das lendas alvinegras, Didi. O jogo terminou com vitória paulista por 3 a 1.
O primeiro jogo do Botafogo no novo estádio ocorreu após a trágica partida da Seleção na final da Copa, perdida para o Uruguai por 2 a 1, em 16 de julho. Foi um clássico contra o América pelo Campeonato Carioca. Resultado: derrota de 4 a 2, que foi devolvida no returno (2 a 1) e que levou o rival a perder para o Vasco o título praticamente conquistado.
Antes de ganhar seu primeiro título no Maior do Mundo, em 1957, o Botafogo revelou, num jogo contra o Bonsucesso em 19 de julho de 1953, em General Severiano, o maior fenômeno da história do futebol: Manoel Francisco dos Santos, o genial Mané Garrincha.
O Maracanã veio a conhecê-lo no clássico com o Flamengo, no dia 7 de setembro. Na vitória botafoguense por 3 a 0, Garrincha fez seu primeiro gol no estádio e levou o lateral rubro-negro Jordan à loucura com dribles e cruzamentos incríveis.
A consagração definitiva de Mané veio no dia 22 de dezembro de 1957, quando ele desmontou, na final, a defesa do Fluminense na goleada de 6 a 2. Foi autor de um dos gols e contribuiu para os cinco marcados por Paulinho Valentim, outra lenda botafoguense do primeiro título alvinegro no Maracanã. O supertime era dirigido por outro mito, João Saldanha, e tinha ainda outras feras: Nílton Santos, Didi, Pampolini, Quarentinha, Servílio, Beto, Tomé, Edson e Adalberto.

DÉCADA DE 1960: A MAIOR DA HISTÓRIA


Com a conquista do primeiro título mundial da Seleção Brasileira, em 1958, na Suécia, sendo que o time do técnico Vicente Feola tinha, além de Zagallo, três gênios alvinegros, Nílton Santos, Didi e Garrincha, os anos 60 viriam a se transformar na década de ouro do Glorioso.
O Botafogo de Mané foi bicampeão carioca de 1961/62, campeão do Rio-São Paulo de 1962 e 1964 e ganhou inúmeros torneios internacionais. Juntamente com o Santos, abriu de vez as portas do mercado europeu para os jogadores brasileiros. Esses clubes tornaram-se a base da Seleção Brasileira, na época chamada de "A pátria de chuteiras", expressão criada por Nelson Rodrigues.
Mas a "Universidade do Futebol" de General Severiano não parou por aí: ao fim da geração de Garrincha, revelou outra para a história do Glorioso e do futebol mundial: a de Jairzinho, Paulo César Caju, Roberto, Rogério, Nei Conceição, Carlos Roberto, Ferreti, Afonsinho, Cao, Moreira, Valtencir, Othon Valentim, entre outros, formada em torno de três feras, Manga, Gérson e Sebastião Leônidas, tendo Zagallo como técnico.
O Botafogo ganhou outro bicampeonato carioca em 1967/68, foi bi da Taça Guanabara também em 1967 e 1968 e conquistou a Taça Brasil de 1968. Voltou a ser a base da Seleção Brasileira que viria a conquistar o tricampeonato mundial na Copa do México, em 1970. Os dois treinadores da gloriosa campanha também eram da casa: João Saldanha nas Eliminatórias e Zagallo no México.

DÉCADAS 70 E 80: O LONGO JEJUM


Depois dos anos dourados, veio a época de chumbo do Botafogo. Ela começou com a perda incrível do título estadual de 1971 para o Fluminense. No jogo final, o tricolor Lula fez um gol a dois minutos do fim, quando o empate de 0 a 0 bastava ao Glorioso, cujo time de craques era chamado de Selefogo. O gol fatal veio após falta de Marco Antônio sobre o goleiro Ubirajara Mota, mas o árbitro José Marçal Filho, depois de muita discussão, não marcou a infração, confirmando a vitória do Fluminense. Esse gol, até hoje contestado, estigmatizou Marçal para o resto de sua vida, mas também marcou o início do jejum botafoguense de 20 anos, que só viria a ser quebrado em 1989.
Mas o calvário alvinegro não foi apenas dentro de campo. O clube viu sua sede social e seu estádio famoso serem vendidos, em 1976, para a Vale do Rio Doce, como pagamento de dívidas fiscais. O patrimônio só viria a ser retomado em 1994, prenúncio de um grande ano, o de 1995, com a conquista do Campeonato Brasileiro na final contra o Santos.
Nesse período crítico, o Botafogo foi transferido para Marechal Hermes, subúrbio do Rio, até voltar para seu berço e retomar sua trajetória de glórias. No campo, o título carioca voltou a ser conquistado em 1989, de forma invicta, no dia 21 de junho, no segundo jogo da decisão contra o Flamengo, gol de Maurício. E foi repetido em 1990, com o bi sobre o Vasco.

ANOS 1990 : TÍTULO BRASILEIRO E OUTROS


Os anos 90 foram de mais conquistas para o Fogão. Começou com a Conmebol em 1993, numa final eletrizante contra o Peñarol, no Maracanã, decidida na cobrança de pênaltis após dramático empate de 2 a 2 no tempo normal. Seguiu-se o Brasileiro de 1995, em outra final dramática, desta vez contra o Santos: 2 a 1 no primeiro jogo no Maracanã, gols de Gottardo e Túlio, e um empate de 1 a 1 no Pacaembu, em São Paulo, gol do artilheiro Túlio Maravilha. Esse título poderia ter vindo antes, em 1992, quando, depois de liderar todo o campeonato, o Botafogo de Renato Gaúcho perdeu a decisão para o Flamengo: 3 a 0 e 2 a 2.
Em 1996, ganhou a Taça Cidade Maravilhosa, invicto com seis vitórias e apenas um empate. No mesmo ano conquistou a Taça Tereza Herrera, derrotando o Deportivo La Coruña e a Juventus, da Itália. Em 1997, após campanha espetacular, o Botafogo voltou a ganhar o Campeonato Carioca, derrotando o Vasco no segundo jogo da decisão por 1 a 0, gol de Dimba, "o gol da Dimbalada". Para chegar ao título, venceu de forma invicta e inédita a Taça Guanabara (12 jogos, 12 vitórias, duas delas sobre o Vasco) e a Taça Rio (oito jogos, cuja final foi contra o Fluminense).
Mas também houve uma grande decepção: diante de 111 mil fanáticos alvinegros, o maior público de uma só torcida no famoso estádio carioca, o Botafogo não passou de um empate de 0 a 0 com o Juventude, na final da Copa do Brasil, perdendo o título para o clube gaúcho.

ANOS 2000: O RESGATE DA DIGNIDADE E UMA NOVA CASA


O novo século não começou dos melhores para o Botafogo. Em 2002, após campanha ruim, foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro junto com o Palmeiras. Entrou em grave crise política e financeira, mas encontrou forças para se recuperar já em 2003. Com o apoio de sua fiel torcida, transformou o Caio Martins num caldeirão e com um time modesto, mas de muita garra, retornou à série A ao lado do Palmeiras, o campeão da B.
Em 2006, com o técnico Carlos Roberto, um dos ídolos de sua história, voltou a ganhar o Carioca após duas belas finais: 3 a 1 sobre o América, na Taça Guanabara, e 2 a 0 e 3 a 1 sobre o Madureira, na decisão do título. Em 2007, no aspecto patrimonial, o Botafogo obteve uma de suas maiores vitórias: derrotou o Fluminense na disputa pela posse do lindo e moderno Estádio Olímpico João Havelange, construído pela Prefeitura do Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007. O estádio, que passou a ser conhecido como Engenhão, por conta de sua localização no bairro do Engenho de Dentro, Zona Norte da cidade, foi inaugurado em 30 de junho de 2007 com vitória do Botafogo: 2 a 1 sobre o seu mais velho rival, o Fluminense, dois gols de Dodô, contra um de Alex Dias. Hoje, ele se tornou Stadium Rio.
Em 2010, uma goleada sofrida por 6 a 0 para o Vasco, no Stadium Rio, deixou os alvinegros desanimados, sem perspectiva. Porém, o Botafogo, especialista em sair de situações adversas arrancou para o título. Com a chegada de Joel Santana, o Glorioso levou as Taça Guanabara e Rio, conquistando o Campeonato Carioca sem a necessidade de uma final. No último jogo, a final da Taça Rio, vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, com direito a cavadinha de Loco Abreu e defesa de pênalti de Jefferson.
Primeiro escudo do clube
O primeiro escudo do clube foi o do Club de Regatas Botafogo que, apesar de não ser oficial, era bastante utilizado popularmente. Nele, estavam representados a estrela (considerada, já na época, símbolo máximo do Botafogo), os remos e as iniciais do clube CRB entrelaçadas.
Segundo escudo do clube
No uniforme, porém, os atletas não usavam esse escudo. A estrela era representada acima das letras entrelaçadas CRB.
Escudo do clube 1919
Em 1919, no entanto, a estrela cresceu e o monograma passou a ser dentro dela.
Escudo do clube de Basílio Viana Júnior
Paralelamente a isso, em 1904, surgia o Botafogo Football Club e com ele um novo escudo. Desenhado a nanquim por Basílio Viana Júnior, um dos fundadores do clube, ele era inspirado em um escudo suíço, tinha o fundo branco, o contorno preto e, ao centro, o monograma BFC, as iniciais do clube.
Escudo Atual
Em 1942, com a fusão e o surgimento do Botafogo de Futebol e Regatas, o escudo sofreu alterações para se tornar o que conhecemos hoje. Ele permaneceu com o formato suíço do BFC, mas ganhou, no lugar das letras, a famosa Estrela Solitária. Outras mudanças ocorreram no fundo, que passou a ser preto, e no contorno que antes era formado por apenas uma linha negra e passou a ter dois contornos: o de dentro branco e o de fora negro.

TÍTULOS:

Sul-Americanos



Copa Conmebol: 1993

Nacionais

Taça Brasil: 1968
Campeonato Brasileiro: 1995

Regionais

Copa dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 1931
Torneio Rio-São Paulo: 4 vezes
1962, 1964, 1966 e 1998

Estaduais

1907**, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933,1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967,1968, 1989*, 1990, 1997, 2006 e 2010****
Torneio João Teixeira de Carvalho: 1958*
Taça Guanabara: 6 vezes
1967, 1968*, 1997***, 2006, 2009 e 2010
Taça Rio: 5 vezes
1989*, 1997*, 2007, 2008 e 2010
Taça Augusto Pereira da Mota: 1975
Taça José Vander Rodrigues Mendes: 1976
Torneio Início: 8 vezes
1934, 1938, 1947, 1961, 1962,1963, 1967 e 1977
Torneio Municipal: 1951
Taça Cidade Maravilhosa: 1996

Observações: 1) A Taça Augusto Pereira da Mota e a Taça José Vander Rodrigues Mendes eram equivalentes ao segundo turno do Campeonato Carioca.
2) A Taça Cidade Maravilhosa foi chamada de Campeonato Carioca porque era disputada apenas por clubes do município do Rio. * Invicto.
** Dividido com o Fluminense.
*** Invicto com 100% de aproveitamento: 12 vitórias em 12 jogos.
**** Campeão direto, vencendo os dois turnos (Taça Guanabara e Taça Rio).

Internacionais

Torneio Internacional da Colômbia: 1960*
Torneio Pentagonal do México: 1962
Torneio Internacional de Paris: 1963*
Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz: 1964*
Torneio Quadrangular do Suriname: 1964*
Torneio Ibero-Americano (Quadrangular de Buenos Aires): 1964
Copa Carranza de Buenos Aires: 1966*
Taça Círculo de Periódicos Esportivos (Venezuela): 1966
Torneio de Caracas - Pequena Copa do Mundo: 3 vezes
1967*, 1968*, 1970*
Torneio Hexagonal do México: 1968*
Torneio de Genebra: 1984*
Torneio de Berna: 1985*
Torneio Pentagonal da Costa Rica: 1986*
Taça Cidade Palma de Mallorca: 1988*
Torneio da Amizade de Vera Cruz (México): 1990*
Torneio Internacional Triangular Eduardo Paes: 1994*
Taça Tereza Herrera: 1996*
Copa Nippon Ham: 1996*
III Torneio Presidente da Rússia: 1996*
Copa Peregrino: 2008*
* Invicto.

Outras conquistas

Torneio Triangular de Porto Alegre: 1951*
Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro: 1954*
Torneio Quadrangular de Belo Horizonte: 1964*
Torneio Quadrangular de Teresina: 1966
Torneio Independência do Brasil (Brasília): 1974*
Torneio Ministro Ney Braga (Belém): 1976
Torneio 23º Aniversário de Brasília: 1983*
Torneio da Capital e do Interior/RJ: 1995
Copa Rio-Brasília: 1996*
* Invicto.

Não-profissionais:

Campeonato Carioca de Segundos Quadros: 6 vezes
1906, 1907, 1909,1910, 1915, 1922
Torneio Início Amador: 1944
Campeonato Carioca de Amadores: 3 vezes
1942/1943/1944
Campeonato Carioca de Aspirantes: 5 vezes
1944/1945, 1958/1959, 1965
Campeonato Carioca de Terceiros Quadros: 5 vezes
1915/1916, 1920, 1928, 1931
Troféu Fernando Loreti de Aspirantes: 1943
* Invicto.



fonte:Site Oficial do Botafogo de Futebol e Regatas

MAIS SOBRE A HISTÓRIA DO BOTAFOGO
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Coritiba F.C

A HISTÓRIA





12 de outubro de 1909. Esta é a data registrada pelos historiadores como a da fundação do Coritiba Foot Ball Club. O que pensavam e sonhavam aqueles jovens, a maioria integrante da colônia germânica, sobre o ato de fundação de um clube, fruto do entusiasmo com a novidade que surgia pelo Sul do Brasil? Teriam eles consciência de que no transcorrer do século XX o Coritiba seria a própria história do futebol paranaense, sua maior tradição, sua maior conquista?

Na verdade, tudo começou pela vontade de um grupo no qual todos gostavam de praticar esporte. Reuniam-se no Clube Ginástico Turnverein, mais tarde Teuto Brasileiro, quando surgiu a grande novidade. Frederico Essenfelder, o Fritz, que residira um tempo em Pelotas, no Rio Grande do Sul, apareceu com o objeto da moda por lá: uma bola de futebol. A curiosidade foi geral, face às notícias que relataram estar nascendo um novo esporte na cidade de Rio Grande, oriundo da Inglaterra, que desde o século anterior procurava difundir sua prática.
E Essenfelder iria transformar uma imagem de sonho em uma autêntica realidade. A iniciativa foi motivo de entusiasmo a outros jovens daquela geração; João Viana Seiler, Leopoldo Obladen, Carlos Schelenker, Arthur Iwersen, Arthur Hauer (que levava toda a família), Walter Dietrich, Roberto Isckch, Rodolpho Kastrup e muitos outros. Junto a eles, um brasileiro autêntico, José Júlio Franco; mais tarde ele formaria um trio com Seiler e Obladen, decisivo à implantação do Clube.
Onde iniciar a prática do futebol?
No “turnverein” os que não aderiram ao novo esporte não olhavam com bons olhos aquele movimento. E de Ponta Grossa já chegavam notícias de um clube que lá se organizava, com o nome de “Club de Foot-Ball Tiro Pontagrossense”. Ele era formado por jovens que freqüentavam o Tiro de Guerra 21 e ingleses que eram funcionários da companhia Engeneering, que instalava a via férrea em território paranaense.
Os curitibanos não perderam tempo. Conseguiram uma área entre as ruas João Negrão e Marechal Floriano, atrás do quartel da Polícia Militar, onde passaram a praticar o futebol e tomar conhecimento de suas regras e determinações. E logo chegou o primeiro convite: um jogo em Ponta Grossa. Entusiasmo geral!
No dia 23 de Outubro de 1909 uma delegação seguiu com dois jornalistas: Luis Schelenker, do Der Beobaether, órgão da colônia germânica de Curitiba, e Aldo Silva, do Diário da Tarde. Eles contam que o primeiro time a entrar em campo para iniciar sua história era formado por Arthur Hauer, A. Labsch e Walter Dietrich; Arthur Iwersen, Roberto Iusksch e Theodoro Obladen; Rodolpho Kastrup, Maschke, Leopoldo Obladen, Carlos Schlenker e Fritz Essenfelder. O time de Ponta Grossa, já com a quase seis meses de treinamentos, venceu por 1×0, gol do inglês Charles Wright.
Na volta da delegação para Curitiba, durante a viagem, a deliberação histórica. João Viana Seiler, o grande líder do grupo, não se conformava com a discriminação que se iniciava no “Turnverein” e lançou ali a idéia da fundação do novo clube. Reuniões eram realizadas no Teatro Hauer (foto), na esquina das ruas 13 de Maio e Mateus Leme. Em trinta dias o grupo já contava com mais de sessenta pessoas.
No dia 30 de janeiro de 1910 era fundado o Coritibano Foot Ball Club. Só que por idéia de João Vianna Seiler, que viria a ser o primeiro presidente do Clube e seu patrono, a data oficial passaria a ser o 12 de outubro de 1909, por ter sido naquele dia oficializado o convite para a realização da primeira partida de futebol em Ponta Grossa.
A primeira providência do Clube foi conseguir junto ao Jockey Club Paranaense liberação de parte de seu patrimônio no Guabirotuba. Na área que ficava entre as pistas apareceu um campo de futebol. E a idéia geral foi inaugurá-lo em uma partida com o time de Ponta Grossa para retribuir a recepção magnífica que foi dada quando da primeira partida.
No time pontagrossense também houve uma mudança. Agora o clube se chamava Ponta Grossa Foot Ball Club. A sede social que o Coritiba adotara era de uma freqüência constante. A cidade começava a viver o grande amistoso. Finalmente, no dia 12 de junho de 1910, a cidade assistia a primeira partida de futebol. Uma verdadeira festa que durou três dias. E com um valor ainda maior, porque a equipe da capital venceu a revanche por 5×3.
A partir daí vários amistosos eram disputadas entre as duas equipes, que procuravam difundir a prática do futebol para aumentar suas atividades. Não existiam campeonatos, apenas torneios de curto período.
Havia a necessidade de mais clubes para se disputar um campeonato. E mais uma vez o Coritiba apareceu em cena. Com elevado número de praticantes, reuniram os dirigentes e resolveram dividir o time, cedendo vários jogadores para que formassem uma outra equipe, a fim de possibilitar a prática mais assídua do futebol. Foi aí que nasceu o Internacional, que em 1924 faria fusão com o América. Era o hegemônico sangue alviverde possibilitando a existência de outro time no estado
.


Outubro de 1941. A II Grande Guerra está em andamento e, pela 1a vez, a dupla Atle-Tiba decide um regional. Na primeira partida, disputada no Estádio Joaquim Américo no dia 19 de outubro, o dirigente adversário esbraveja a plenos pulmões: “alemão… quinta coluna… coxa-branca”.
Os insultos têm um destino: o craque alemão Hans Egon Breyer (foto), zagueiro da equipe coritibana. Os gritos acabam servindo de estímulo à equipe alviverde, que vence por 3×1. Na partida final disputada dia 26 de outubro, outra vitória, agora por 1×0. O título é muito comemorado e o termo “Coxa-Branca”, com o tempo, vira sinônimo da torcida coritibana.
Mística
Atualmente, em todo o país a equipe do Coritiba é carinhosamente conhecida como Coxa. Inclusive, na arquibancada o grito irrestrito de “Coxa” contagia multidões. Como um mantra, é uma das armas do Clube contra os seus adversários. Esse grito, que começa mas não tem hora para acabar, é capaz de mudar uma partida, de fazer um gol, faz parte da alma e da personalidade do Coritiba.
Coxa-branca e de todas as cores
Desde sua fundação, o Coritiba é um Clube de todas as pessoas e povos. Seus fundadores deixaram de participar do Clube Ginástico Teuto Brasileiro justamente por discordar de interesses dos líderes da instituição, que discriminavam a prática do futebol, um esporte de classe social baixa.
Ainda na década de 10 é possível ver, em algumas fotos, jogadores negros no elenco coritibano. Como o futebol e a sociedade da época estavam longe do profissionalismo e da evolução tecnológica atual, o Clube não tem um registro com o nome desses atletas, que se prendem a fotografias antigas em preto e branco.
E se foram os descendentes germânicos que iniciaram a nossa instituição, foi com a força e união de pessoas dos mais diversificados lugares e miscigenações que o Coritiba foi construído. O presidente Antônio Couto Pereira, que assumiu o Coxa em 1926 e era nordestino, foi um dos grandes responsáveis por dar seqüência a essa mistura de pessoas que ajudaram a fazer do Coritiba, anos mais tarde, um Clube do povo.
Em 1931 o Cori teve o seu primeiro atleta negro, que foi Moacir Gonçalves. Jogador e técnico da equipe Campeã Paranaense daquele ano, chegou ao Coritiba vindo do Palestra por insistência do presidente Couto Pereira.
Em 1932 o Verdão inaugurou o seu estádio. Como na época os grandes ícones da história do Clube ainda estavam vivos, o Alviverde deu o nome do estádio a Belfort Duarte. Além de um atleta exemplar, uma das pessoas que abriu as portas do futebol carioca e nacional aos negros.
Ser coxa-branca é uma identidade única, que vai além de divisões sociais, políticas ou religiosas. Ser coxa-branca é ter orgulho e amor pela camisa que une pessoas de todos os costumes e lugares.





A tradição coxa-branca é muito maior que qualquer escolha, é cada dia de vida deste amado Clube e sua torcida. Tradição de lembranças, recordações de avós, pais e filhos nas arquibancadas e escadas do Couto Pereira; das gerações ensinando a ser grande torcendo pelo Coritiba Foot Ball Club. Um singelo e grandioso sentimento.
Tradição coxa-branca é o sangue daqueles descendentes germânicos. É o retrato do sonho de italianos, poloneses, japoneses e africanos; deste povo curitibano com suas manias e peculiaridades. É parte do Brasil, o país do futebol; é parte do mundo.
Tradição coritibana é o reconhecimento nacional, internacional; o reconhecimento do estado e sua capital. O reconhecimento que torcer por este Clube, nossas raízes, nosso sangue, nossa família é maior que qualquer coisa.
O sentimento pelo Coritiba é algo difícil de explicar pelo mais apaixonado dos coxas-brancas. É difícil lembrar de onde surgiu o primeiro contato. Quando nos damos conta, já carregamos em nosso peito aquele escudo, repleto de história, alegrias e conquistas de milhares de pessoas que contribuíram para o crescimento do Coritiba.
A deriva do sentimento e do coração, o coxa-branca ostenta no escudo do Coritiba o valor ao amado Clube. O globo simbólico precisa ser bem cuidado, com dedicação e carinho por quem o estiver ostentando. É quando ele está imponente em nosso peito que temos orgulho e nos sentimos verdadeiros coxas-brancas. A tradição coritibana é esta; a busca constante de palavras para expressar um amor incontido e sem explicações. Tradição é ser coxa-branca, com muito orgulho, com muito amor.



Está lá, no Capítulo II, Artigo 8º do Estatuto do Clube: “O pavilhão do Coritiba tem o seu emblema situado em destaque no ângulo superior esquerdo, de onde saem traços representando raios alternados nas cores verde e branca, ocupando o espaço todo”.
A história da bandeira vem de longa data. No início do século, até o início da década de 20, os clubes tinham diversos cânticos de guerra em tom poético, devido à cultura de toda a sociedade na época em que chamavam de “Grito de Guerra”.
Em um desses cânticos havia uma frase que dizia: “Coritiba, tu és o sol que ilumina meu caminho”. Devido ao tamanho da nossa cidade, antigamente as torcidas eram geralmente compostas por familiares, esposas e namoradas dos jogadores e Sócios do Clube.
As esposas se reuniam constantemente para torcer juntas e buscavam formas de apoiar a instituição e seus maridos. Baseadas no significado da frase, as damas bordaram a primeira bandeira do Coritiba com o emblema representando um sol, de onde saem os raios que iluminam o caminho dos coxas-brancas. Presentearam os jogadores com a bandeira, como forma de carinho pelo Clube. Certamente elas não imaginavam a grandeza que a criação teria ao passar dos anos.
A bandeira se tornou uma imagem do Coritiba, que vale toda a tradição e grandeza que faz do Coxa uma das grandes forças do futebol no nosso país.
O pavilhão do Coritiba é uma das marcas mais bonitas na vida do Clube, seja por sua origem ou representatividade. Por onde vai, o torcedor coxa-branca leva orgulhoso a sua bandeira, marca de amor ao seu Clube. Assim como há quase um século, a bandeira do nosso Glorioso ostenta o mesmo significado em nossas vidas: “Coritiba, tu és o sol que ilumina o meu caminho”.

Primeiro escudo, usado na década de 10.


HINO
O hino oficial do Coritiba é de autoria de Cláudio Ribeiro e Homéro Reboli. Em 1999 o Coritiba promoveu um concurso para oficializar o seu hino. A melodia é considerada uma das mais bonitas do país, com uma letra que retrata todo o carinho da nação coxa-branca pelo seu Clube.
O primeiro hino surgiu em 1928, em homenagem ao título estadual de 1927. Chamado de “Hino do Coritiba Foot Ball Club”, a música é de autoria de Bento Mossorunga e Barros Cassal. Bento inclusive é o autor do hino do estado do Paraná.
O segundo hino foi criado na década de 70. O chamado “hino da torcida” é de autoria de Sebastião Lima e Vinicius Coelho. Criado em uma década de ouro na nossa história, a música teve muito sucesso devido ao seu estilo parecido às marchas carnavalescas cantadas na época.
No final da década de 80 a torcida coxa-branca adotou seu hino. Depois da conquista do Campeonato Estadual de 1989, a música “Coritiba Eterno Campeão”, de autoria de Francis Nitgh, tornou-se a canção preferida da galera. Talvez por ser uma música cantada apenas com o amor de quem vivenciou um dos momentos mais difíceis da história do Clube na década de 90, a letra se tornou um estigma e é a mais confundida com o hino oficial do Clube.
Hino Oficial
Lá no alto de tantas glórias
Brilhou, Brilhou um novo sol
Clareando com seus raios verde e branco
Encantando o país do futebol
Palco de artistas, jogadores, de um passado sem igual
Da arte dos teus grandes valores
O seu nome pelo mundo vai brilhar
Coritiba, Coritiba campeão do Paraná
Tua camisa alviverde
Com orgulho para sempre hei de amar
Jogando pelos campos brasileiros
Despertando na torcida emoção
Coritiba Campeão do Povo
Alegria do meu coração
Coxa, Coxa, é garra, é força, é tradição
Coxa, Coxa, explode coração.
Letra e música: Cláudio Ribeiro / Homero Réboli
Coritiba Eterno Campeão
De norte a sul
Está brilhando o Coxa-Branca
Meu Coritiba é o campeão do povo
Oh, Glorioso!
Como é bom te ver campeão de novo! (bis)
És o vovô
És tradição do Paraná
Desde 1909
Meu verdão coxa-branca
Tua camisa faz meu coração vibrar
No alto de tantas glórias
A verde e branca vive sempre a tremular
O meu verdão é campeão brasileiro
É fita azul é campeão no estrangeiro
Oh, Glorioso!
Como é bom te ver campeão de novo!
Letra e música: Francis Night
Eterno Campeão
Cori, Cori, Cori
Cori, Cori, Cori
Coritiba
Coritiba, meu esquadrão
Sempre presente no meu coração
Vencer é o seu lema
Trabalhar é tradição
Salve, Salve, Coritiba
Eterno Campeão
Suas cores Verde e Branca
No mastro da vitória
Hão sempre de tremular
A uma voz vamos todos cantar
Vencer é o seu lema
Trabalhar é tradição
Salve, Salve, Coritiba
Eterno Campeão.
Letra e música: Vinicius Coelho / Sebastião Lima
Hino do Coritiba Foot Ball Club – 1928

Hosana a ti, pugilo forte
Pelo triunfo que se liba
Glória imortal de nosso esporte
Nas oito letras: CORITIBA

Estribilho:
Teu nome luz
Como o cruzeiro
Teu sangue é novo
E é brasileiro

Sempre temido na refrega
Cohorte possante, audaz, de escol
Não cede um passo, nunca nega
A honra de nosso futebol

Estribilho
O armorial belo perpassa
E brilha em triunfos, dia a dia
Afirmação de nossa raça
Pela vitória da eugenia

Estribilho
Teu pavilhão que o vento beija
Assim escreve a tua história
Bravura e audácia na peleja
Para o triunfo, para a glória.
Letra de Barros Cassal / Música de Bento Mossurunga
MASCOTE
Clube mais tradicional do Paraná não poderia ter mascote diferente. Quando um grupo de jovens de tradição alemã dava os primeiros “chutes”, em 1909, originou-se o Coritiba. Hoje, é na figura de um velhinho de traços germânicos que a família coritibana representa o Clube: o nosso Vovô Coxa.
O simpático personagem foi escolhido como mascote por representar bem as tradições da equipe mais antiga do Paraná. Ele concebe às origens do Coritiba, é a alegoria perfeita do Coxa antigo, uma entidade que cativou e conquistou o país, assim como o Clube que representa.
Mas o mascote só passou a ser oficial a partir de 1957. Saiba mais sobre a históra:
Facilmente reconhecido pela maioria dos torcedores, poucos sabem que a mascote do Coritiba representa um personagem real, o velho Max Kopf, torcedor-símbolo da equipe alviverde na primeira metade de sua gloriosa história.
Nascido na Alemanha em 3 de março de 1875, Kopf, que em alemão significa cabeça, era fotógrafo profissional e acompanhou o Coritiba desde a sua fundação em 1909. Nunca fez parte de nenhuma diretoria porque não gostava de envolver-se na administração do clube, mas sempre estava presente nos jogos, incentivando os atletas coritibanos. De suas três filhas, uma decidiu viver no país de origem do pai, mas as outras duas, Elvira e Erna, permaneceram no Brasil e fizeram parte do Grêmio Coritiba, um grupo de torcedoras que eram conhecidas pela dedicação ao clube e, entre outras coisas, confeccionaram a primeira bandeira alviverde. Elvira casou-se com Juan Luís Bermudes, centromédio coritibano mais conhecido pelo apelido Ninho e considerado um dos mais completos atletas da história do Coritiba. Este casamento deu a Max Kopf os netos Osny e Marli Bermudes.
Figura carismática, extremamente simpático, alegre e comunicativo, Max Kopf morava na Rua Mauá, a uma quadra do campo do Coritiba, e não faltava a nenhum jogo. Considerado uma espécie de amuleto do time alviverde, quando chegava ao estádio era saudado efusivamente por amigos e torcedores. Quando a equipe viajava, os atletas pediam que Max fosse levado junto no ônibus. Fumante inveterado, Kopf estava sempre acompanhado de seu inseparável cachimbo e, depois de sofrer um derrame, mesmo com o médico e os familiares tentando impedi-lo de sair de casa, continuou indo aos jogos do Coritiba com o auxílio de uma bengala.
Vítima de um câncer na garganta, Max Kopf faleceu em 2 de setembro de 1956. No mesmo mês, o então presidente do Coritiba, Aryon Cornelsen, promoveu um concurso de desenhos para eleger o que melhor representasse a nova mascote do clube, um velhinho com cachimbo. No final daquele ano, em dezembro, o Coritiba organizou um torneio entre os clubes da capital paranaense e, em mais uma homenagem, deu a ele o nome de Torneio Max Kopf.

TÍTULOS:
NACIONAIS:
Campeão Brasileiro 1985
Campeão Brasileiro Série-B  2007, 2010
ESTADUAIS: 
Campeonato Paranaense:
1916, 1927,1931,1933,1935,1939,1941,1942,1946,1947,1952,1954,1956,1957,1959,1960,1968,1969,
1971,1972,1973,1975,1976,1978,1979,1986,1989,1999,2003,2004,2008,2010,2011.
Torneio Inicio:
1920,1921,1930,1932,1939,1941,1942,1951,1952,1957.



Fonte: Site Oficial do Coritiba Futebol Clube.

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